De início eu quero compartilhar com vocês que fiz a besteira de gastar R$60,00 pra ver a final da Uefa em 3D no cinema. Acontece que como Scouser que sou (além de ter um time pra cada campeonato) ainda tenho de viver numa cidade onde as pessoas são do contra, ou seja, eles torcem pro Chelsea.
Isso está com cara de relato de sofredor, enfim...
Apesar da maioria dos torcedores serem em favor do Chelsea o que me surpreendeu foi o respeito dentro daquela sala. Aquelas piadinha infames, mas no geral toda a galera conseguiu fazer o que de fato deveria ser feito: Curtir o jogo.
Torcedores do Bayern acompanhando a equipe pelo telão, em Munique.
O segundo tempo foi aquela tristeza. Um gol excelente de Müller que em seguida foi substituido quando todos, e até os Blues, acreditavam ser o fim do jogo. Por outro lado o Chelsea me surpreendeu em um quesito: Não desistiu de lutar mesmo nos ultimos minutos, lutou como se fosse pela própria vida e conseguiu um gol.
Do contrário do Bayern que tentava uma movimentação num todo com seus jogadores, o Chelsea buscava salvação num único jogador: Drogba.
Tenha sido talvez um erro trágico, uma movimentação e interação maior teria tornado o time mais ofensivo e o jogo seria ainda mais traumático ao Bayern. Terry foi um nome que fez falta em campo, mas os Blues sentiram-se vingados, ainda não sei bem por quê, pelo garoto Torres.
Assim que entrou mostrou rapidez, mas pouca criatividade.
Os gols foram feitos, empates também e logo estávamos com nossos celulares em mãos para desmarcar os compromissos e acalmar as mães com um "vou me atrasar" de sms. Fazer o quê, final de campeonato e de Uefa é isso mesmo!
Pênaltis. Aquele sentimento de não sei se choro de alegria, desespero, de emoção ou se entro em colapso total.
Cech! O goleiro que foi o nome da partida.
Além de fazer belas defesas nas cobranças ainda fez um belíssimo gol do qual eu mesma saí da sala sem acreditar ter visto.
De qualquer maneira, o meu medo, e da maioria dos torcedores em favor do Bayern era que Robben batesse algum pênalti. Levando em conta o desastre daquela falta todos tremeram na hora das cobranças. O ultimo a bater, e a ultima esperança, foi nosso caro Schweinsteiger (rolou um cópi e cola violento aqui, rs), não foi o salvador enfim, mas deu seu melhor durante a partida.
Os nomes das partidas foram seus respectivos capitães e os fiéis escudeiros Drogba e Müller.
É, eu sai do cinema antes de vê-los levantarem a taça... Mas sai com aquela sensação, sabe aquela de que seu time fez o que pode? Apesar da derrota eu, os torcedores, e aquela equipe puderam sair de cabeça erguida pois tinham cumprido seu papel e jogado como uma verdadeira equipe. Acreditamos que o time é uma belíssima constelação, com todas as suas estrelas, todas com o mesmo brilho. Acreditamos na vitória em um todo, por todos. Pois só essa vitória é a verdadeira vitória.

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